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| Imagem de Free-Photos por Pixabay |
Pobre de quem acha que se conhece tão bem que perdeu a capacidade de se surpreender consigo mesmo. A única regra geral que devemos obedecer é a do aperfeiçoamento e da evolução. Ter humildade para reconhecer erros, pôr de lado o que não serve mais, ideias e atitudes frutos das nossas imperfeições morais, da nossa inexperiência e imaturidade espiritual.
Somos sempre projetos de algo infinitamente melhor e, entre o presente e este ideal, nossa tarefa é acreditar na nossa melhora e lutar muito por ela. O mundo pode parecer hostil e inviável, mas é necessário nos mantermos no compasso da nossa bússola interior e alinhados aos nossos caminhos.
É preciso se permitir se melhorar internamente para oferecer todos os dias coisas boas ao mundo. Isso gera mudança e movimento. Se nos doamos a esse processo essencial, logo percebemos que partes avulsas vão indo embora, vamos naturalmente nos transformando e crescendo.
Por isso o processo de autoconhecimento precisa ser constante: para estarmos sempre conscientes e atualizados dos nossos passos e das nossas conquistas. A gente nunca se conhece completamente porque não somos seres prontos e acabados.
A única coisa constante no universo é a transformação. Nada é imutável ou eterno. Essa regra geral também se aplica a nós e à nossa natureza. Se tu pensares em como eras há dez ou vinte anos, certamente vais notar características diferentes. Amadurecemos e nos modificamos.
Nesse processo permanente, é preciso estarmos atentos a como vão se comportando nossos sinais, nossos movimentos, nossos defeitos e nossas qualidades. Uma autoanálise disciplinada e profunda. Atitude fundamental para nos mantermos sempre a par a respeito do nosso "eu" mais íntimo.
Somos muito mais complexos do que nossa inteligência consegue compreender. Com o passar do tempo, nos tornamos ainda mais sofisticados. É um caminho sem volta: a existência e a vida, com suas infinitas experiências, nos põem nele.
Pode parecer tarefa difícil ter atualização constante do fluxo que nos modifica frequentemente, mas, reservando um tempo para nós mesmos e com certa autorreflexão, é possível. O importante é não se perder de si.

